A abertura a uma nova normalidade dos espaços de programação artística (salas de espetáculos, cinemas, teatros, entre outros) pressupõe a existência de um novo conjunto de regras, entre elas a redução de lotação e, por isso, a diminuição do potencial de bilhetes a serem vendidos.

O funcionamento dos espaços perante estas indicações fragiliza a sua rentabilidade, que põe em causa a sustentabilidade das suas estruturas e atividades e pode significar o cancelamento de eventos ou mesmo o seu encerramento. Assim, todos os agentes culturais dependentes da realização de eventos (artistas, técnicos, produtores, frente de sala), mesmo os que regressam à sua atividade, sofrem uma perda direta nos seus rendimentos.

O projeto #garanteolugar surge como resposta aos necessários planos de desconfinamento que as salas de espetáculos se vêm obrigadas a adotar para manter a sua atividade, garantindo a segurança e confiança do público e das suas equipas.

A proposta é criar novas ligações entre marcas e salas de espetáculos. Ao comprar os lugares não ocupados dos espetáculos programados por uma sala, a marca assegura a viabilidade financeira que permite a continuidade da programação artística, da remuneração das equipas e da manutenção dos espaços. Ao garantir os lugares, a marca garante também uma maior quantidade, qualidade e diversidade de oferta cultural e, assim, a sobrevivência, bom funcionamento e crescimento exponencial de um ecossistema como é o da cultura.